Nossa história

Essa história é toda movimento, é constante mudança pra dialogar com as necessidades dos tempos, é fortalecimento porque enfrenta o desafio da horizontalidade organizativa – forjada na diversidade, pluralidade e feita da troca, do debate, do acúmulo coletivo e do consenso -, e porque luta por uma democracia radical. É renovação porque a história que carregamos se encontra com a luta das que vieram antes e de tantas outras mulheres, de todas as idades, de diferentes contextos e situações de vida, que se juntam no desejo de transformar o mundo pelo feminismo, fazendo movimento feminista.

Navegue por nossa linha do tempo e conheça importantes momentos da história da AMB!

2018

  • A AMB inicia o ano se posicionando contra a condenação de Lula, por entender que o processo que o condena fere os princípios democráticos. A posição foi publicizada através do Manifesto da AMB em defesa da justiça e da democracia. 
  • A dose é repetida na articulação e mobilização para a ação do 8M, com os movimentos nacionais e locais, acolhendo as estratégias e lutas acordadas durante o 14º EFLAC, visando uma ação articulada internacionalmente. A AMB se coloca na linha de frente, alimentando a página “Paralisação das Mulheres Brasileiras”, criada no Facebook e no grupo do Whatsapp, que conta com mulheres de praticamente todos os estados e de outros movimentos, como a Rede de Mulheres Negras de PE/do Nordeste, CONTAG, AMNB, MMC, MST, PartidA, RENFA, Mídia Ninja, entre outras,  e faz também a interlocução com as companheiras dos outros países, através da La Internacional.
  • Em março a AMB participa ativamente do Fórum Social Mundial em Salvador. Lá  faz parte da comissão de metodologia para a construção da Assembléia das Mulheres e também realiza muitas atividades próprias, em parceria com a AFM, como o Circo Fundamental: espaço ocupado para o lançamento da campanha “Sua boca é fundamental contra o fundamentalismo” e a campanha “Nosso Corpo, Nosso Território” e os Diálogos Feministas “Crise da Democracia e Ameaças Fundamentalistas na América Latina”. Em parceria com outros movimentos feministas realiza uma oficina de avaliação do 8M e construção do Fórum Feminista Contra o G20, atividade que tem a presença de mais de 100 mulheres de 23 países. No dia 14 de março a triste notícia da execução de Marielle Franco motiva uma grande caminhada de indignação e revolta onde os gritos  “ela é preta, ela é favelada, a Marielle representa a mulherada!” invade as ruas de Salvador.
  • Em março a AMB participa do Fórum Mundial da Água (FAMA), presente na construção e coordenação do Tribunal Popular das Mulheres “Marielle Franco”, em parceria com a CONTAG. Este Tribunal é uma das atividades com maior destaque e público, cuja metodologia é apresentada na plenária central do FAMA.
  • A Quarta Plenária Nacional da AMB é realizada em São Paulo, com a presença de 80 mulheres, de 18 estados brasileiros. Nesta plenária, além de outros desafios, a AMB reafirma a importância de fortalecer alianças e construir outras. A abertura conta com convidadas representantes de outras redes/articulações feministas parceiras e é marcada por troca de experiências, opiniões e impressões sobre o contexto político e as ameaças aos movimentos sociais. A Plenária reafirma a luta antipatriarcal, anticapitalista e antirracista da AMB e aponta como prioridade a luta pela legalização do aborto, a luta pelo fim da violência, a luta contra o racismo e a necessidade de aprofundarmos o significado de “cuidarmos de nós e do nosso movimento”, tantas vezes repetido.
  • A AMB participa do evento Lula Festival, organizado por mais de 20 movimentos, em Buenos Aires, para denunciar a injusta prisão do presidente Lula. O contundente discurso da representante da AMB tem uma enorme repercussão pela força da análise sobre a guinada fascista no Brasil. 
  • Em agosto, em Brasília, acontece o Festival Pela Vida das Mulheres – Nem Presa, Nem morta, paralelamente à audiência no Supremo Tribunal Federal, que discute a ADPF apresentada por diversos movimentos feministas, academia, juristas, partidos, associações de classe e grupos religiosos. Tanto a audiência, quanto o Festival mobilizam muitas organizações feministas e instituições democráticas envolvidas na causa. O debate do aborto ganha destaque, tanto na mídia alternativa, quanto na mídia convencional. A AMB Candanga está junto com outras organizações, liderando este processo do festival. Agrupamentos locais como o RN, PE, CE, PB, RJ, PA realizam atividades locais semelhantes ao festival, durante os meses de agosto e setembro. 
  • A AMB esteve atuante também nas manifestações da campanha do #EleNão, que acontecem em mais de 80 cidades brasileiras (em todas as capitais) e em mais de 10 países. Os atos mostram para o mundo a força do movimento feminista brasileiro, escancarando que a proposta de Bolsonaro é uma ameaça fascista à democracia e aos direitos conquistados.
  • Em dezembro a AMB participa do Fórum Feminista Contra o G20, em Buenos Aires (Argentina) e organiza, junto às mulheres da Região, o Tribunal de Ética Popular e Feminista Contra o Neoliberalismo, o Patriarcado e o Racismo. O Tribunal repercute nas ações da Cúpula dos povos contra o G20. Em parceria com a AFM acontece o lançamento da campanha “Nosso Corpo, Nosso Território”, seguido de um grande debate. As AMBistas se unem as/aos argentinas/os na Marcha dos Movimentos Sociais contra o G20, evento político que reúne os mandatários dos 20 países mais poderosos do mundo para planejar o lucro e mais lucro, aprofundando o capitalismo patriarcal e racista e buscando novas formas de dominação, como continuar com a divisão de classes.
  • Acontece o Encontro Nacional das Mulheres Negras, nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, em Goiânia/GO, e a AMB está presente nas construções locais em alguns estados, de forma bastante orgânica, como em Pernambuco, Paraíba, Bahia, Amapá e Rio de Janeiro. A AMB também é convidada a estar nas mesas de debates do Encontro Estadual de PE, no encontro Estadual do Rio de Janeiro, no Encontro da Região Nordeste e também no Encontro Nacional das Mulheres Negras.

2017

  • A AMB inicia, já em janeiro, uma articulação com movimentos nacionais e internacionais para a mobilização do 8 de Março. Decide-se fazer esta articulação alinhada com os movimentos feministas da região. O processo organizativo do 8M, chamado de Parada das Mulheres Brasileiras, com muita incidência nas redes sociais, consegue se articular nacionalmente com pautas e lutas comuns, apesar da disputa com os movimentos mistos e as frentes de esquerda, e causar muita repercussão na nossa região e fora dela. Todos os agrupamentos, em parceria com outros movimentos nacionais, realizam ações coletivamente e aprovam uma identidade visual comum, o que deu muita visibilidade às ações;
  • Em agosto a AMB também compõe a coordenação dos movimentos sociais da Conferência Mundo de Mulheres/Fazendo Gênero, na cidade de Florianópolis/SC e participa da Tenda Feminista, de todos os espaços do Fórum dos Movimentos Sociais e também das conferências centrais do encontro. A AMB realiza ainda uma roda de conversa, com a participação de mulheres de várias partes do mundo, onde é feita uma avaliação de como foi o 8M em cada país e onde surgem propostas para os próximos passos desta movimentação articulada para o 8 de Março. A AMB decide, então, investir em futuras incidências, como a articulação e preparação para o 14º EFLAC, em Montevideo (Uruguai) e processo de construção do Foro Feminista contra a Organização Mundial do Comércio (OMC);
  • Em dezembro, em Buenos Aires (Argentina), acontece o Foro Feminista contra a OMC e a AMB participa fortemente da construção das atividades do Fórum, que culmina na Assembléia das Mulheres que, entre outras estratégias, reafirma a importância da articulação para a construção regional de um 8M em 2018.

2016

  • A AMB se mobiliza e segue nas ruas na luta por democracia, justiça e contra o golpe jurídico, midiático e político, desencadeado por setores inconformados com a vitória de Dilma nas urnas. Em alguns estados a AMB participa dos acampamentos pela Democracia;
  • Em março a AMB, mais uma vez, participa da IV Conferência Nacional de Políticas Públicas Para as Mulheres, a partir do acordo firmado na plenária de 2015 que, diante do cenário conflituoso e confuso no país, a presença da AMB nesta conferência seria estrategicamente voltada para a mobilização;
  • Em setembro a AMB decide se retirar do CNDM e não dialogar,  tampouco reconhecer o novo governo, resultante de um golpe de estado. As importantes decisões são tomadas durante a Terceira Plenária Nacional da AMB, que reúne 120 militantes de 18 estados.

2015

  • A AMB realiza sua Segunda Plenária, em Recife/PE, com expressiva participação de representantes dos agrupamentos estaduais e onde fica deliberada, entre outras prioridades para os agrupamentos, uma atuação forte na construção da Marcha das Margaridas, que ocorreria em agosto, em Brasília, e da Marcha das Mulheres Negras;
  • A AMB participa, em Salvador/BA, de uma reunião com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e companheiras militantes negras de outros estados, para construção coletiva de estratégias que ajudassem no fortalecimento da Marcha de Mulheres Negras;
  • Como apoiadora da Marcha das Mulheres Negras, a marca presença no processo e durante a Marcha, que reúne 50 mil mulheres na capital federal;
  • Ao lado de centenas de outras organizações a AMB vai às ruas muitas vezes, ocupando as cidades brasileiras em defesa da democracia, da igualdade de gênero e raça e contra o impeachment da presidenta Dilma, numa onda nacional que ficou conhecida com a Primavera Feminista.

2014

  • O ano se inicia com investimento em oficinas estaduais preparatórias para a reunião ampliada do Comitê Político da AMB;
  • Em maio acontece a Reunião ampliada do Comitê Político da AMB, na cidade de Recife/PE. Com a presença de quase 70 militantes de 17 estados do Brasil, a AMB reafirma que é integrada por mulheres, por organizações feministas, por núcleos e coletivos e por movimentos de mulheres regionais, desde que assinem a Carta de Princípios e estejam integradas em alguma das lutas da AMB ou das coletivas de formação e comunicação. Nesta reunião histórica, a AMB abole o Comitê Político e substitui por Plenárias. Foram escolhidas 7 coordenadoras nacionais, que atuam por áreas;
  • De 27 a 30 de maio, em Macapá/AP, a AMB participa do Fórum Social Panamazônico, que marca mais uma edição da Casa Feminista, que reuniu mais de 40 mulheres de 8 estados do país. Lá acontece o terceiro encontro da Frente de Luta Pelo Fim do Racismo e a roda de diálogos entre as mulheres negras e mulheres indígenas. A AMB tem presença marcante em vários espaços do Fórum, com destaque para o Tribunal de Mulheres, que ouve, julga e denuncia os desmandos do projeto desenvolvimentista em curso;
  • Em julho, em Fortaleza/CE, a AMB marca presença na Cúpula dos Brics, com uma nova edição da Casa Feminista que abriga, desta vez, 115 militantes de 10 estados do Norte e Nordeste. A AMB tem presença forte na Cúpula, reafirmando seu feminismo antirracista e anticapitalista e, com o Instituto Equit, realiza o Fórum de Mulheres dos Países Brics, que culmina com uma declaração política assinada por várias articulações e movimentos; 
  • No Plebiscito da Reforma Política a AMB atua nos cursos de formação, nas plenárias nacionais e na coleta de assinaturas da coalizão. Na semana do plebiscito a AMB está nas ruas com muitas bancas de votação para publicizar a ação, que teve com quase 8 milhões de votos;
  • Neste ano são realizadas também oficinas regionais e nacionais pela legalização do aborto, com o objetivo de solidificar a presença das militantes nesta Frente de Luta;
  • Em setembro a Frente de Luta Pelo Fim do Racismo se reúne novamente e desta vez conta com a participação de militantes de 9 estados;
  • Em dezembro, acontece em Brasília a Primeira Plenária da AMB depois da mudança de nome e estratégia, que conta com a presença de 108 ativistas, de 14 estados do Brasil, empenhadas em consolidar uma prática por um feminismo autônomo e horizontal, que demarca o jeito de ser da AMB. Nesta primeira plenária é lançada a campanha de finanças, para contribuir com a sustentabilidade política e financeira da articulação. É lançada ainda a campanha de adesão da AMB.

2013

  • AMB e a AFM participam mais uma vez do Fórum Social Mundial de Túnis (Tunísia).
  • Ao longo do ano há um investimento  no debate com os agrupamentos locais, através de consultas e oficinas internas sobre a crise dos movimentos sociais e em particular a crise do nosso próprio movimento. Consolidando esse debate na reunião do Comitê Político, constata-se que a AMB não está em crise quanto ao seu projeto político, mas que precisa rever sua forma organizativa.
  • A AMB participa do Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), firmando ainda mais essa aliança.

2012

  • Neste ano a luta pelo fim da violência contra as mulheres é intensificada e, em fevereiro, a Lei Maria da Penha consegue conquistar sua constitucionalidade. Durante os últimos 3 anos, a AMB havia incidido de diversas formas, como realização de vídeos conferências, petições on-line, audiências públicas e da campanha “Mexeu com a LMP, mexeu com todas as mulheres”. Com a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre a Lei Maria da Penha, vários agrupamentos da AMB têm uma atuação fundamental nos estados por onde a caravana da Comissão Parlamentar passou, construindo os dossiês de denúncias e acompanhando as discussões;
  • A AMB participa do processo organizativo da Cúpula dos Povos – Rio +20, enquanto sociedade civil, e constrói, em parceria com mais de 20 redes mundiais, o Território Global das Mulheres, que durante 3 dias agita o Aterro do Flamengo com passeatas, mesas de debates, manifestos e a Assembleia das Mulheres, onde é aprovado um documento das feministas presentes, com suas posições sobre o tema. A AMB também incide nos espaços oficiais, especialmente durante a reunião dos presidentes. Durante o discurso da presidenta Dilma, as militantes da AMB levantam faixas como os dizeres: “Dilma, nossos direitos sexuais e reprodutivos não se negociam! Os Direitos das Mulheres são universais”;
  • É realizada a terceira edição da Casa Feminista para a Cúpula dos Povos, composta por mulheres brasileiras de quase todos os estados, latinas e mulheres dos países da África.

2011

  • AMB e AFM participam novamente do Fórum Social Mundial no Senegal e mesmo com poucas militantes conseguem realizar, em parceria com mulheres de outras redes mundiais, os Diálogos Feministas. A AMB contribui com a organização, inclusive coordenando a Assembleia das Mulheres, em parceria com as demais redes feministas;
  • Em abril acontece o II Encontro Nacional da AMB (ENAMB), em Brasília. A diversidade é marca do encontro, que reúne 700 mulheres, entre indígenas, quilombolas, do campo e da cidade, das águas e das florestas, acadêmicas, lésbicas, negras e brancas. Um encontro construído coletivamente, pela ação dos agrupamentos estaduais, que garante a presença de muitas, através das mobilizações de recursos financeiros nos estados. O espaço fortalece ainda mais a AMB e as parcerias com o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Fórum de Mulheres Negras Brasileiras, a AMNB e setores do movimento de mulheres indígenas. Também no ENAMB II é lançada a primeira versão da campanha “Solte seus cabelos e prenda o Racismo”;
  • Em novembro 22 estados participam da XIX Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, em São Paulo, onde são traçadas as prioridades de lutas da articulação, a partir do que foi construído e debatido no ENAMB II. Lá é revisitada a Política Geral e o modo de funcionamento da AMB. Também nesta reunião é definida a nova Secretaria Executiva,  que migra do Nordeste para o Norte e fica sob a responsabilidade do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense, de Belém do Pará/PA. Também é lançado o caderno sistematizado do ENAMB II;
  • A AMB participa ativamente da preparação da Marcha das Margaridas. Em cerca de 14 estados do Brasil os agrupamentos se envolvem na preparação desta ação nacional, que conta com uma ala com cerca de 200 militantes da AMB;
  • Acontece a primeira edição dos Diálogos Interculturais Entre Mulheres Indígenas e Não Indígenas, onde são definidas estratégias para o fortalecimento desta aliança no Brasil. AMB ainda participa e organiza os diálogos interculturais na Colômbia, o que possibilita uma aliança mais larga com o movimento de mulheres indígenas latino americano;
  • Acontece o Seminário Nacional “As Mulheres na Democratização da Gestão Pública” com gestoras e ativistas da AMB, com foco no Plano Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres. Aproveitando a presença de ativistas de 25 estados é lançada a publicação “Políticas Públicas Para a Igualdade – Balanço de 2003 a 2010, desafios para o presente”, que analisa, à luz da Plataforma Feminista, as políticas implementadas durante o Governo Lula;
  • A AMB participa do processo de construção da III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, nas três esferas. A forte atuação da AMB garante a presença de 140 delegadas e 45 ativistas. Decide-se atuar dentro e fora do espaço da Conferência, com a construção de uma Tenda Feminista que se torna ponto de encontro dos movimentos. Durante a conferência é lançada a campanha “Solte seus cabelos e renda o Racismo”;

2010

  • No Rio de Janeiro, em fevereiro, acontece a XVII Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, aberto pelo seminário “Feminismo, Liberdade Sexual e a luta das Mulheres Lésbicas” e onde se lança o II ENAMB;
  • Nessa reunião também decide-se criar a Frente de Luta Contra a Lesbofobia, produzir um balanço dos 8 anos do Governo Lula e fazer uma ação nacional pelo fim da violência contra as mulheres negras;
  • Em novembro acontece a XVIII Reunião Nacional do Comitê Político da AMB. Neste momento é firmada uma parceria com a Associação Lésbica de Minas Gerais, que está realizando o Seminário Sobre Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, com o objetivo de aprofundar o debate sobre as questões das mulheres lésbicas e a questão, polêmica internamente, da prostituição. Também é lá que se constitui um comitê prévio ao ENAMB e começa a organização e mobilização para o encontro, além de momentos de debates sobre sustentabilidade;
  • Acontece a Oficina Nacional da Frente de Luta Pelo Fim do Racismo e da Frente de Luta Pelo Fim da Violência, para construção da campanha pelo fim da violência contra as mulheres negras;
  • Inspirada na experiência da Ruta Pacífica da Colômbia, a AMB realiza uma caravana que sai de Belém para Altamira, com o objetivo de apoiar as mulheres da região que estão sendo ameaçadas aos criticarem e resistirem contra a construção da Usina de Belo Monte. Para dar visibilidade às ameaças, organiza-se o Encontro das Mulheres de Altamira. Nesta atividade uma das participantes disse poeticamente em sua fala “As mulheres são como as águas, crescem quando se juntam”.

2009

  • Em janeiro a AMB participa ativamente do Fórum Social Mundial em Belém/PA, sendo destaque no Território pelo fim da violência, pela legalização do aborto e pela justiça socioambiental. É apresentada a insígnia “Nosso corpo, Nosso território”;
  • Ainda no FSM, a AMB realiza a primeira Casa Feminista – espaço de convivência coletiva que reuniu cerca de 300 mulheres das cidades, do campo e das águas;
  • Acontece, em Curitiba, em fevereiro, a XIV Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, cuja centralidade da discussão é a sustentabilidade do movimento e o debate sobre “Sexualidade e Prostituição” é norteador na reunião.

2008

  • Em fevereiro a AMB participa ativamente da ação global “Outro Mundo É Possível” e realiza ações de rua com o lema da campanha: “Sua boca é fundamental contra o fundamentalismo”;
  • A AMB discute sua forma de organização através de consultas aos agrupamentos estaduais e revisa seu modo de funcionamento. É construída, então, a Política Geral da AMB, a Carta de Princípios e as Frentes de Lutas;
  • Em fevereiro, em Itaparica/BA, acontece a XII Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, onde é aprovada a Carta de Princípios e a Política Geral da AMB. Lá também são definidas as Frentes de Luta prioritárias que serão levadas a cabo pelas militantes da AMB nos estados: Fim da violência, Legalização do Aborto, Reforma Política, Políticas Públicas para as Mulheres, Justiça Socioambiental, Seguridade e Previdência universal e Pelo Fim do Racismo;
  • São indicados para a Secretaria Executiva Nacional o Fórum de Mulheres do Ceará, (na sua primeira experiência assumindo Secretaria da AMB), Cunhã Coletivo Feminista/PB e o Coletivo Leila Diniz/RN, que já estava na composição anterior. O SOS Corpo faria a transição até 2009;
  • Em outubro, durante o Fórum Social Hemisférico na Guatemala, a AMB realiza, em parceria com outros movimentos da América Latina, o Tribunal das Mulheres, cujo o tema foi a Violência Contra as Mulheres;
  • Em novembro a AMB realiza um intercâmbio com a Ruta Pacífica das Mulheres na Colômbia, trocando experiências e pensando ações comuns de enfrentamento às diversas violações na fronteira entre os países.

2007

  • Em fevereiro acontece a XI Reunião Nacional do Comitê Político Nacional da AMB, em Itapuã, Salvador/BA. Lá são apontadas prioridades de lutas à luz do painel construído sobre ações e estratégias no I ENAMB;
  • Nessa reunião decide-se realizar um processo de formação para as integrantes do Comitê Político da AMB sobre a questão da violência (2007 a 2009), tomando este problema como expressão e decorrência das relações sociais de dominação. A formação seria focada em 3 contextos: urbano, de grandes cidades; conflitos agudos decorrentes de projetos de desenvolvimento e contexto de violência difusa (comunidades tradicionais);
  • Em outubro a AMB, em aliança com outros movimentos de mulheres, realiza o Fórum Itinerante e Paralelo Sobre a Previdência Social (FIPS), que culmina em um acampamento em frente ao Ministério da Previdência Social, em Brasília;
  • A AMB participa dos Diálogos Feministas em Nairóbi, convocado pela AFM, que antecede o Fórum Social Mundial. Neste FSM a AMB realiza um diálogo com movimentos feministas da África do Sul e do Quênia sobre “Violência contra as mulheres – experiência da AMB no processo de formação”.

2006

  • Em abril, em Itamaracá/PE, é realizada a X Reunião Nacional do Comitê Político da AMB. É na preparação desta reunião que a AMB institui a CONSULTA aos estados, com o objetivo de construir coletivamente seu modo de funcionamento, sua estrutura e a reafirmação da AMB como movimento nacional;
  • Em abril a AMB participa ativamente do II Fórum Social Brasileiro que aconteceu em Belo Horizonte/MG e constrói o Boletim de Orientação para as suas militantes. Neste Fórum a AMB lança o I Encontro Nacional da AMB (ENAMB);
  • Nesse comitê decide-se que a Coordenação Executiva Nacional será formada pelas coordenadoras das regiões e a AMB passa a ter um Comitê Político Nacional composto por uma representante de cada estado e uma suplência;
  • Para a construção do I ENAMB são criados 3 grupos de trabalho: sobre violência, lutas globais e uma comissão organizadora do encontro nacional. Uma consulta nacional é realizada para escolher o slogan e a arte para o Encontro Nacional da AMB. O lema escolhido foi “Transformando o mundo pelo feminismo”, uma utopia que segue como busca nas ações e movimentações da AMB;
  • O I ENAMB acontece na Universidade Católica de Goiânia/GO, com a participação de 500 mulheres de todas as partes do Brasil. É um espaço plural e diverso quanto às práticas e expressões políticas do feminismo;
  • Também em 2006 é sancionada, no dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha, que entra em vigor no dia 22 de outubro. A AMB, através dos seus agrupamentos estaduais, encampa a luta para a divulgação e efetivação da lei, principalmente no que se refere à implementação dos Juizados da Violência Doméstica e Familiar nos estados e municípios. A AMB realiza videoconferências e constitui um Grupo de Referência de Advogadas Feministas, parceiras, que se dispõem a tirar as dúvidas das militantes em relação ao conteúdo jurídico da lei.

2005

  • A AMB participa ativamente da organização do 10º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (EFLAC), com tema: Radicalização do Feminismo, Radicalização da Democracia – que acontece no Brasil, em junho, na cidade de Serra Negra, São Paulo;
  • Antes do 10º EFLAC acontece uma Reunião Extraordinária da AMB, em Brasília, com o objetivo de preparar sua participação no Encontro Feminista, discutir “A dinâmica do Orçamento Público na Promoção da Justiça Social” e avaliar o Plano de Políticas para as Mulheres;
  • A AMB integra o grupo de trabalho da Comissão Tripartite –  composta por membros do Governo Federal, da Sociedade Civil e do Congresso Nacional e coordenada pela Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), instituída com o objetivo de discutir, elaborar e encaminhar proposta de revisão da legislação punitiva que trata da interrupção voluntária da gravidez, conforme a Portaria nº 4, de 6 de abril de 2005;
  • Em novembro a AMB apoia e participa da Marcha Zumbi +10, em Brasília.
  • A AMB integra o comitê político do Fórum Social Nordestino e atua na mobilização e organização do Fórum, que traz a consigna “Um outro Nordeste é possível”. Militantes de todos os estados do nordeste participam deste Fórum e neste espaço a AMB realiza uma oficina sobre feminismo popular;
  • A AMB, que integra o Comitê de Mulheres da Aliança Social Continental, atua na Cúpula dos Povos em Mar del Plata (Argentina), onde realiza, com outras redes da América Latina, o Tribunal das Mulheres ao Livre Comércio e os Testemunhos de Suas Resistências, posicionando-se fortemente contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

2004

  • A AMB passa a fazer parte das Jornadas Brasileiras pelo Aborto Legal e Seguro, espaço político integrados por várias redes e organizações feministas, com o intuído de construir estratégias conjuntas para popularizar o debate sobre o tema. As Jornadas constituíram grupos de trabalho e a AMB foi parte do GT Movimentos Sociais;
  • A AMB investe na preparação e mobilização nos estados para a participação;
  • das conferências municipais, estaduais e para a participação da I Conferência Nacional de Política pública para as Mulheres. A AMB define como estratégia atuar no processo de mobilização e formação das mulheres para a participação neste espaço decisório, tendo como parâmetro a Plataforma Política Feminista para a construção das nossas propostas para a Conferência;
  • A AMB decide fazer parte do CNDM – Conselho Nacional dos Direitos da Mulher;
  • A AMB integra a comissão organizadora nacional da CNPM e atua nas relatorias e coordenação de grupos durante a conferência nacional;
  • Para subsidiar as militantes da AMB, foram produzidos os Cadernos Articulando a luta feminista para as políticas pública para as mulheres;
  • Com o processo de monitoramento realizado pela AMB, em 2002 e 2003, este deu uma ótima base a mobilização massiva das militantes da AMB, em prol da aprovação do PL 4559/04, que originaria a Lei 11.340, batizada pelo presidente Lula, de Lei Maria da Penha. A AMB participou ativamente das audiências públicas e propomos mudanças no projeto, acerca dos artigos que avaliávamos não ajudar no combate à violência contra as mulheres;
  • IX Reunião Nacional do Comitê Político da AMB em novembro – Brasília. Nesta reunião se elegeu a sexta Secretaria Executiva com novo formato: Coletivo Leila Diniz e SOS Corpo (composto por duas secretárias do SOS Corpo e uma do Coletivo Leila Diniz).

2003

  • Em abril acontece, em Brasília, a VIII Reunião Nacional do Comitê Político da AMB.  A reunião começa com o Seminário Nacional “O desafio feminista de monitorar a cidadania das mulheres”. Após o Seminário, a AMB decide continuar realizando o monitoramento das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres com um caráter político e não técnico;
  • O monitoramento é realizado durante o ano de 2003, coordenado pelos fóruns, articulações e redes estaduais dos movimentos de mulheres que mantêm assento no Comitê Político da AMB, e se desenvolve de forma diferenciada e descentralizada nos 25 estados e no Distrito Federal. O monitoramento é encerrado em 2004;
  • A AMB investe na preparação e mobilização nos estados para a incidência nas conferências municipais, estaduais e para a participação na I Conferência Nacional de Políticas Públicas Para as Mulheres. A AMB define como estratégia atuar no processo de mobilização e formação das suas integrantes, tendo como parâmetro a Plataforma Política Feminista, para a construção de propostas para a Conferência;
  • A AMB decide fazer parte do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM);
  • A AMB integra a comissão organizadora nacional da Conferência Nacional de Políticas Para as Mulheres e atua nas relatorias e na coordenação de grupos durante o evento;
  • São produzidos os cadernos Articulando a Luta Feminista Para as Políticas Públicas Para as Mulheres, para subsidiar as militantes da AMB;
  • Militantes da AMB se mobilizam intensamente pela aprovação do Projeto de Lei 4559/04, que mais tarde viraria a Lei 11.340, batizada pelo presidente Lula como Lei Maria da Penha. Subsidiadas e inspiradas pelo processo de monitoramento, realizado em 2002 e 2003, as militantes da AMB participam ativamente das audiências públicas e propõem mudanças no projeto, acerca dos artigos que, nas reflexões e avaliações internas, não ajudariam no combate à violência contra as mulheres;
  • Em novembro, em Brasília, acontece a IX Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, onde se escolhe a sexta Secretaria Executiva com novo formato: Coletivo Leila Diniz e SOS Corpo – com duas secretárias do SOS Corpo e uma do Coletivo Leila Diniz/RN.

2002

  • Em junho, em Brasília, 200 mil mulheres de todas as regiões do Brasil participam da Conferência Nacional das Mulheres Brasileiras, ao lado de 10 organizações feministas e sem a presença governamental. Lá é discutida e aprovada a Plataforma Política Feminista;
  • Após a Conferência, ainda em junho e também em Brasília, acontece a VII Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, onde é escolhida a quinta Secretaria Executiva da AMB, que passa a ser sediada no SOS Corpo (Recife/PE). Após a ideia ser aprovada na reunião, a AMB passa a ter, além da secretária executiva, uma secretária adjunta: ambas militantes feministas integrantes do SOS Corpo;
  • AMB e AFM participam ativamente do segundo Fórum Social Mundial, quando é lançada a campanha “Sua boca é fundamental contra o fundamentalismo”. Neste fórum também acontece a Tenda Fêmea: Espaço utilizado por diversos movimentos de mulheres para realização de oficinas, apresentações de teatro, sarau de poesias e reuniões;
  • AMB, AFM e outras redes internacionais realizam uma reunião estratégica com feministas de várias partes do mundo, onde é  gestada a ideia de dar visibilidade às propostas das mulheres, até então secundarizadas nos FSM. Daí começam a ser realizados os Diálogos Feministas em quase todas as edições do Fórum;
  • Em março, a AMB realiza, em parceria com as organizações que integram a Iniciativa de Gênero, a Jornada Feminista pela Justiça de Gênero do Desenvolvimento, em um acampamento paralelo à 43ª reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID);
  • A AMB lança a publicação “Jornada feminista pela justiça de gênero e desenvolvimento” que sistematiza os debates realizados durante o evento;
  • Inicia-se nos estados o monitoramento de políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres;
  • Reunião das regionais da AMB com a Secretaria Executiva.

2001

  • São realizados encontros e oficinas em todos os agrupamentos estaduais da AMB para elaborar documentos locais que vão contribuir com a construção da  Plataforma Política Feminista;
  • A AMB participa do primeiro Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre/RS;
  • A AMB se articula com o movimento de mulheres negras, que está criando a  Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), e participa ativamente do processo preparatório para a Conferência de Durban;
  • A AMB funda, com outras organizações feministas, a Articulação Feminista Marcorsul (AFM);
  • Em novembro acontece a VI Reunião Nacional do Comitê Político da AMB, na cidade de Aracaju/SE, onde se decide fazer um monitoramento nacional da situação da violência contra as mulheres. Nesta reunião acontece um painel com o tema “Direitos Sexuais: Feminismo e Lesbianismo: Uma relação perigosa!”;
  • Também na reunião de Aracaju a AMB, em parceria com a Iniciativa de Gênero, CFEMEA e SOS Corpo, lança o livro ”Ajuste estrutural, pobreza e desigualdade de gênero” – caderno de reflexão feminista como subsídio para formação de como monitorar os programas de desenvolvimento a partir da perspectiva feminista;
  • A AMB participa da construção da campanha “Onde você guarda seu racismo”, em parceria com o IBASE, Geledés, Criola e outras organizações e movimentos;
  • A AMB, através dos Fóruns Estaduais de Mulheres da Região Nordeste integra a Iniciativa de Gênero (iniciativa com outras organizações feministas e mistas, como a Rede Brasil, ESPLAR (CE), IBIS (MT), CHAME (BA), entre outras), que faz o monitoramento dos programas de desenvolvimento numa perspectiva feminista – no caso do FMRN, o monitoramento foi do Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR).

2000

  • Acontece a V Reunião Nacional do Comitê Político da AMB ampliada, em João Pessoa/PB, pós Encontro Nacional Feminista. Nessa reunião é aprovada a ideia de construir a Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras. As militantes saem da reunião imbuídas e desafiadas para esta construção;
  • O enfrentamento ao racismo é definido como prioridade da luta feminista, apoiando a agenda das organizações das mulheres negras para o processo preparatório da Conferência Mundial Contra o Racismo, que aconteceria na cidade sul-africana Durban, em 2001.

1999

  • Em Janeiro acontece a IV Reunião Nacional da AMB, na cidade de Natal/RN, com a presença de 2 a 3 representantes de quase todos estados brasileiros. A reunião começa com um Seminário sobre o monitoramento dos temas escolhidos como prioridades e segue com uma avaliação do processo e discussão sobre a continuidade ou não da AMB. Algumas decisões importantes são tomadas: 1.  Continuidade como Articulação de Mulheres Brasileiras, não mais para monitorar a plataforma de Beijing, mas para atuar nas lutas que os movimentos estavam envolvidos; 2. Que a AMB se organiza não só com uma Secretaria Executiva, mas também com uma Coordenação, dividida por regionais: Regional Nordeste 1 ( CE, PI, MA); Regional Nordeste 2 ( RN, PB, PE); Regional Nordeste 3 (AL, SE, BA); Regional Norte 1 ( RO, AM, TO); Regional Norte 2 (PA, AP, AC); Regional Sudeste (RJ, SP, MG); Regional Sul (PR,SC,RS) e Regional Centro Oeste (BSB, MS, TO, MT). Além disso, cada estado passa a ter uma militante compondo o Comitê Político Nacional; 3. Escolha da quarta Secretaria Executiva da AMB, que passa a ser conduzida pelo CFEMEA/BSB;
  • É lançado um processo nacional de avaliação a implementação da Plataforma de Beijing, assim como outras Declarações Internacionais das quais o Brasil é signatário, e a AMB produz a publicação Balanço Nacional das Políticas Públicas;
  • A comunicação da AMB passa a produzir um boletim impresso, o Articulando,  que é distribuído como encarte do jornal Fêmea;
  • Uma grande efervescência se espalha no movimento feminista brasileiro, com a organização do Encontro Nacional Feminista, que seria realizado na Paraíba, em abril de 2000 e a articulação nacional da Marcha Mundial de Mulheres, que ocorreria em outubro de 2000. Militantes de vários Fóruns de Mulheres nos estados se envolvem na construção da Marcha, enquanto o Fórum de Mulheres da Paraíba e demais organizações feministas paraibanas se voltam para construir o Encontro Nacional Feminista.

1998

  • Depois da reunião paralela no 12° ENF, onde as mulheres que se identificam com a AMB demonstram vontade política de continuar construindo a articulação, é preciso agir. Embora a Secretaria Executiva estivesse, no momento, sistematizando o documento de conclusão do monitoramento, realizado por vários estados à luz da plataforma de ação aprovada em Beijing, era visível sua fragilidade e falta de recursos, já que não havia financiamento e todo o trabalho era voluntário. Resolve-se, então, chamar uma Reunião Nacional para decidir como e se esta articulação seguirá;
  • No Rio de Janeiro acontece a Reunião Nacional da AMB que, por ser autogestionada, não conta com muitas participantes. Apenas 3 estados estavam presentes, num total de 5 representantes: 2 do Fórum de Mulheres do Rio Grande do Norte, 1 do Fórum de Mulheres de Goiás (Transas do Corpo) e 2 da Articulação de Mulheres do Rio de Janeiro. Nessa reunião, que acontece na sede da REDEH, fica estabelecido este grupo como Comitê Impulsor, para organizar, fazer projetos e articular uma Reunião Nacional para fechar o ciclo do monitoramento da Plataforma de Beijing. 

1997

  • No mês de abril, em Camaragibe/PE, acontece a Reunião Nacional da AMB, momento de planejamento e avaliação da plataforma das ações nos estados e escolha da nova Secretaria Executiva da AMB. Nesta reunião decide-se ajudar a impulsionar, com outras organizações e movimentos, o 12° Encontro Nacional Feminista (ENF), que estava sendo construído pelas mulheres da Bahia;
  • A terceira Secretaria Executiva da AMB é escolhida nessa reunião e passa a ser composta pelo grupo Transas do Corpo (Goiânia/GO);
  • Em outubro, em Salvador/BA, a AMB participa do 12º Encontro Nacional Feminista, dando suporte em sua organização. Apesar dos movimentos de mulheres ligados à AMB estarem realizando atividades nos estados, nacionalmente havia certa desarticulação. Durante o encontro, uma reunião com cerca de 300 mulheres é realizada para avaliar o contexto, promover o reconhecimento entre as integrantes e buscar estratégias para que a AMB continuasse articulando os movimentos locais com ações nacionais.

1996

  • Em abril, em Brasília, acontece o Encontro Nacional de avaliação do processo de Beijing. O Encontro autogestionado, conta com a presença de representantes de 20 estados brasileiros e marca a avaliação do processo de mobilização e da presença da AMB na IV Conferência. Neste momento se discute o encerramento dessa articulação – como previsto desde sua fundação. Nesta avaliação são tomadas as seguintes decisões: 
    1. Continuidade dessa articulação, que passa a ser chamada de Articulação de Mulheres Brasileiras Para Implementação da Plataforma de Beijing; 2. Monitoramento nacional de 5 eixos da plataforma (Violência; Poder; Trabalho; Saúde e Educação); 3. Escolha da segunda Secretaria Executiva da AMB, que fica sob responsabilidade da organização feminista CURUMIM (Recife/PE);
  • Ao longo do ano acontecem encontros, reuniões autogestionadas de cada um dos eixos escolhidos pela Plataforma, visando a construção da metodologia do monitoramento e plataforma de ações no estados.

1995

  • A AMB passa a fazer parte da Coordenação Regional de ONGS da América Latina e Caribe, espaço de articulação política para a IV Conferência Mundial Sobre a Mulher;
  • Em junho, no Rio de Janeiro, acontece a Conferência Nacional de Mulheres Rumo a Beijing, com a presença de 700 ativistas, representantes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal;
  • Em setembro, 300 brasileiras participam da NGO Fórum, na cidade de Houairu, na China, paralelamente à Conferência Mundial da Mulher, que acontecia em Beijing. A AMB compõe a coordenação da Tenda da América Latina e tem uma representante (delegada) na Conferência Oficial.

1994

  • Feministas de 14 estados se encontram no Rio de Janeiro para discutir sua movimentação no processo da IV Conferência Mundial das Nações Unidas Sobre as Mulheres, que aconteceria em Beijing, na China, em 1995;
  • Desse encontro nasce a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) rumo a Beijing – estratégia para articular nacionalmente os movimentos de mulheres no contexto da  IV Conferência Mundial das Nações Unidas Sobre as Mulheres;
  • É criada a primeira Secretaria Executiva da AMB, com 7 organizações na Coordenação, composta por 4 mulheres negras e 3 mulheres brancas, que conduz todo o processo da preparação nacional para participação na IV Conferência Mundial das Nações Unidas Sobre as Mulheres .